Lixo


Um encontro entre associações aquirazenses (Associação da Divina Misericórdia, do Machuca; Associação Gente Ajudando Gente – AGAGE, do Centro; e Associação Educação Trabalho e Cidadania – ASSETEC, da Tapera)  e cidadãos interessados na questão ambiental e nos problemas advindos do lixo, irá discutir os problemas, ainda não resolvidos, do “Lixão”, que um dia foi aterro sanitário, na localidade do Machuca.

Dia: 06/nov/2011
Horário: 09h
Local: Centro Cultural Tapera das Artes, no centro de Aquiraz, ao lado dos Correios (em frente ao Salão Paroquial)
Obs.: houve uma mudança de local. O evento aconteceria no Salão Paroquial, porém, no mesmo dia e horário, haverá uma programação da Igreja.

É de conhecimentos de todos, ou de quase todos, os problemas encontrados naquilo que seria o aterro sanitário da cidade de Aquiraz, na localidade do Machuca, mas que se tornou um verdadeiro lixão, trazendo desagradáveis problemas à população aquirazense e podendo trazer sérios danos ao meio-ambiente. Nos últimos dias o fedor voltou a incomodar os moradores da Sede do município. O inverno se aproxima e os problemas poderão se agravar. Além disso, o meio-ambiente poderá ser ainda mais afetado.

Pauta do encontro:

  • O que já foi feito até o momento, através das entidades não-governamentais;
  • A fraca manifestação e o não cumprimento das promessas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aquiraz;
  • A omissão do Governo Estadual, órgão competente pelos aterros sanitários;
  • A empresa responsável pelo aterro sanitário, Marquise;
  • Pronunciamento das pessoas que lidam com o assunto ou interessadas com a questão; e
  • Novas medidas a serem tomadas;

Realização: Associação Divina Misericórdia, AGAGE e ASSETEC
Organização: Prof. Luciano Façanha, Pe. Farias, Arlete Pontes, Vivente Neto, Carneiro, Joaquim Paiva, Marcelo Freitas, Anny Stefany

Temas relacionados:

http://agageaquiraz.wordpress.com/category/agage/meio-ambiente/lixo/

http://www.facebook.com/event.php?eid=308824112467013

Por: Joaquim Paiva
Relações Públicas da AGAGE

A equipe do CeTV 1ª Edição trouxe para Aquiraz, mais uma vez, o “Meu Bairro na TV”, cujo objetivo é falar diretamente com o povo sobre os problemas de seus bairros. No nosso caso, os problemas da cidade.

A reporter Gisleine Carneiro, acompanhou de perto os problemas do lixo em Aquiraz. Ela esteve presente na localidade do Machuca, onde entrevistou moradores e catadores de lixo e sentiu, literalmente, o fedor do lixão. A equipe do programa televisivo ainda se dirigiu ao centro da cidade, há quase 4 quilômetros do aterro, para falar com a população que também sofre com os problemas do lixo. Veja o vídeo da reportagem de Gisleine Carneiro, clicando na imagem acima.

O problema do lixo, em Aquiraz, é sério. A comunidade local, do Machuca, já vem reivindicando e denunciando o problema desde 2007. Falam que o mau cheiro vai passar, que o Aquiraz não vai mais feder. Além disso, como fica a situação dos catadores que ficaram sem seus ofícios? E quanto aos prejuízos ao meio ambiente? Os catadores são fundamentais no processo de seleção do lixo, através das empresas de reciclagem ou nos galpões destinados para suas atividades. Deve-se fazer um estudo do solo para averiguar o nível de contaminação. Alguns técnicos do Governo dizem não haver perigo. Exigimos, portanto, um parecer técnico que confirme esta afirmação. Solicitaremos, também, a ATA da Sessão da Câmara Municipal que discuiu, com a comunidade do Machuca e o Pe. João Farias, há duas semanas, o destino do aterro sanitário.

Por Joaquim Paiva

E eu?

O mau cheiro que sentimos quando cai a noite, em Aquiraz-Ce, incomoda, nos tira o apetite, o sono e fere o nosso direito de aspirar um ar puro. Nesse caso em particular, perturba o nosso sentido da olfação. E basta dar um basta no terrível odor para voltarmos ao nosso mundo real, individual. Ora! Sabemos das “sujeiras” do mundo, dos descasos e desigualdades sociais, da cara de pau dos nossos representantes, da impunidade dos corruptores, da péssima educação, da saúde precária e da infra-estrutura falha, além de tantas e tantas indecências que presenciamos no nosso dia a dia. E pagamos caro por isso, através das mais altas taxas tributárias do mundo e da péssima indicação de políticos que contribuem para a imoralidade. Sabemos tanto disso que coisas horrendas se tornam comuns e rapidamente caem no esquecimento. Mas voltando ao assunto dos incômodos provenientes do odor que vem do lixão, é necessário, pois, interditar o aterro. Ai sim, voltaremos a respirar tranquilamente na centenária cidade de Aquiraz e esperaremos que outro mal, grave ou desagradável, nos perturbe novamente para, só então, tomarmos atitudes.

O parágrafo acima foi, propositalmente, posto para refletirmos um pouco sobre nossas condutas, uma vez que, em geral, só agimos de fato quando somos diretamente prejudicados. O fato real, dos problemas do lixo, se dá em nossa cidade, mas serve de exemplo para ilustrar como somos egoístas. Muitos, claro, têm um bom coração ou, melhor dizendo, uma boa moral, agindo sempre no cumprimento do seu dever como cidadão e exercendo sua cidadania, porém, muitos esquecem do problema propriamente dito quando a parte que o interessa é solucionada. Trocando em miúdos, reclamamos a nossa parte e quando somos atendidos não nos importamos com a parte do outro.

O caso do mau cheiro sentido a quilômetros de distância de sua origem tem sido motivo de inúmeras reclamações, em Aquiraz. O desejo geral é que se interdite o aterro sanitário. Já os catadores de lixo, sofrem com o fim de suas atividades, cujos sustentos eram extraídos do lixo. Mas não é só população que sofre com a catinga nem catador que fica trabalho, o problema vai além. O meio ambiente também sofre com a situação. O lixo continua chegando ao aterro – apenas os catadores foram impedidos de entrar no aterro – e não há qualquer triagem do lixo. Metais, plásticos, alimentos, produtos químicos etc. são jogados na rampa e simplesmente soterrados, todos os dias. Com isso, solo, subsolo e lençol freático podem ser contaminados, se já não o estiverem. As consequências, nesse caso, são incalculáveis para a natureza. A empresa, uma vez que não faz seleção do lixo e aterra tudo, não tem a menor preocupação com o meio ambiente, mas total interesse no dinheiro, pois está recebendo, e muito, para isso. Os governos, de todas as esferas, manifestam interesses na solução dos problemas, mas ficam só no argumento e o problema continua. Na sessão da Câmara de Vereadores de Aquiraz, do último dia 26, fez-se uma audiência para o problema do lixo na cidade, mas eles próprios (vereadores) assumiram que nada foi solucionado, numa luta da comunidade do Machuca, liderada pelo Pe. João Farias e apoiada pela associação dos moradores da localidade, desde 2007. Para a Câmara, deve-se acionar o Ministério Público e entrar com uma ação civil pública. Enfim, o que fazer em meio a tanta conversa?

Qualquer leigo no assunto sabe que deve haver um galpão para a seleção do lixo, através dos catadores, que serão remunerados para isso; que as empresas de reciclagem devem ser parceiras, algumas já são; que o lixo químico deve ser separado e que, principalmente, os hospitais e os postos de saúde devem ter essa conduta; que os aterros devem receber apenas o que deve ser aterrados; que a própria população comece a selecionar seu próprio lixo e que as coletas obedeçam essas seleções; que haja um trabalho de conscientização, a começar pelas escolas; além de outras atitudes que podem melhorar a higiene da cidade. Sabe-se até que o lixo pode gerar energia, as chamadas energias verdes. Para tudo há uma solução, é só uma questão de interesse e de atitude.

Por Joaquim Paiva

Parece que nossa manifestação sobre o lixão surtiu efeito. Na última quinta-feira, dia 21, nossa entrada no aterro, não foi permitida, pois não tínhamos autorização para isso. Entretanto, hoje, segunda-feira, 25, houve uma reunião no aterro, com representantes da Construtora Marquise e dos governos Municipal e Estadual.

Antes de irmos ao aterro sanitário, na semana passada, o Secretário Municipal de Meio Ambiente foi procurado por nós. Na ocasião, o Coordenador de Meio Ambiente, Tiago, disse que nos responderia a todos os questionamentos sobre a atual situação do aterro até segunda-feira (hoje), via e-mail. Por enquanto, estamos aguardando o retorno.

Estivemos no aterro do Machuca, na manhã de quinta-feira, 21. Infelizmente, nossa entrada não foi autorizada, pois não tinhamos um pedido formal que nos permitisse a entrada. Em respeito as determinações do encarregado pelo aterro, que apenas segue orientações, decidimos voltar ao local na semana seguinte – que é esta -, desta vez munido de documento para tal tarefa. Não pudemos entrar no aterro, porém, soubemos que, ao anoitecer, a entrada de catadores é permitida. De acordo com um deles, na qual tivemos uma breve conversa, mais de 60 catadores remexem o lixo do aterro durante toda a noite e dali tiram seus sustentos. “Não acabe com o aterro não, se nao a gente não vai ter do que viver”, disse uma catadora. Isso é mais uma preocupação a ser pensada. Por isso, faremos uma audiência em praça pública convocando todos os interessados e abriremos um grande debate sobre o assunto.

Também fomos ao Fórum Judicial de Aquiraz, nesta manhã (segunda), para sabermos qual seria o meio legal de entrarmos no aterro sanitário. O meio seria através de uma ação civil pública. Antes de tomarmos esta decisão, tentaremos falar com os responsáveis pelo aterro, para que, sem a necessidade de tal ação, possamos entrar no aterro e fazermos um registro daquilo que a cada noite tira o sono dos aquirazenses. Pediremos, claro, que medidas sejam tomadas para acabar com os transtornos.

As fotos dos catadores dos arredores do aterro, tiradas no dia da visita, podem ser visualizadas no Flickr http://www.flickr.com/photos/agageaquiraz. Há um link na barra lateral, da página principal, deste blog.

Fica, novamente, o convite a todos aqueles que puderem nos acompanhar. Basta deixar um comentário (em “leave a Comment”, abaixo do título desta postagem) informando seu interesse.

Nossa manifestação surte efeito. Queremos conhecer o aterro. E vamos fazer um grande debate a respeito dos problemas do lixo em busca de soluções, em praça pública, com quem possa interessar.

Atenciosamente,

Joaquim Paiva
Relações Públicas da AGAGE – Associação Gente Ajudando Gente
Facebook: facebook.com/joaquimhpaiva
Twitter: @joaquimpaiva

Imagem meramente ilustrativa

A AGAGE convida você a se juntar a nós em mais uma batalha. Os moradores da Sede de Aquiraz, principalmente, os moradores da localidade do Machuca, estão inconformados com o mau cheiro daquilo que seria um “aterro sanitário”, mas que virou um “lixão”, no Machuca. O mau cheiro perturba e tira o sono de milhares de moradores a quilômetros de distância. Faremos um apanhado de informações para podermos fundamentar nossa reivindicação e exigir providências urgentes das autoridades competentes. Lixo também é tóxico e pode trazer consequências desastrosas à saúde do ser humano e ao meio ambiente. Catadores, moradores, população, governo etc. serão ouvidos. Amanhã, pela manhã, às 8h30min, sairemos da Praça das Flores, com destino ao lixão, onde coletaremos fotos, vídeos e depoimentos. O resultado será publicado neste blog, na próxima semana.

Também estudamos a possibilidade, caso obtenhamos recursos, de publicar um informativo impresso. Supomos que a publicação, em A3, de 2 mil exemplares deve custar algo em torno de R$ 600,00 a R$ 800,00. Portanto, faremos uma arrecadação entre amigos e colaboradores. Se alguma empresa quiser e puder patrocinar esta luta, será bem vinda. Isso se chama Responsabilidade Social. Salientamos que qualquer recurso, caso aconteça, será devidamente aplicado na causa e terá sua prestação de contas publicada neste blog.

Aquele que tiver interesse em acompanhar a visita ao aterro poderá se manifestar nos comentários desta postagem (Leave a Comment), no facebook do Relações Públicas da AGAGE, ou, simplesmente, compareçer à Praça das Flores, no horário acima informado.

Vamos a luta!

Joaquim Paiva
Relações Públicas da AGAGE – Associação Gente Ajudando Gente
Facebook: facebook.com/joaquimhpaiva
Twitter: @joaquimpaiva

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