Cansados de esperar, estudantes do Ensino Médio, matriculados na nova escola profissionalizante do Estado, em Aquiraz, saem às ruas pedindo o início das aulas. 180 estudantes matriculados na Escola Estadual de Educação Profissional Alda Façanha – EEEPA, recém construído na cidade, encontram-se parados há cerca de 4 meses a espera do início das aulas prometidas para o início deste ano letivo.

O prédio onde funcionará a escola está totalmente concluído desde fevereiro. Em março passado houve a seleção dos alunos, na qual os melhores históricos foram escolhidos. Os cursos ofertados serão cursos técnicos em Edificações, em Hospedagem, em Redes de Computação e em Eletrotécnica. Excelentes cursos, mas que, por enquanto, só alimentam ilusões nas mentes dos alunos.

A inauguração fora marcada para o dia 15 de abril e o início das aulas no dia seguinte. Não aconteceu. A escola alegou que faltavam alguns reparos na obra “já concluída”. Remarcaram, portanto, o início das aulas para o dia 23. Mais uma vez, furou e, desta vez, alegaram a falta de professores. Uma nova data foi apresentada aos alunos, o dia 2 de maio. Já não era novidade, outra vez as aulas não iniciaram. Agora, por conta da instalação elétrica do prédio não ter sido efetivada pela Coelce, que levou a culpa da morosidade do processo.

Fala-se que o atual governador, Cid Gomes, deseja só iniciar as aulas após um ato simbólico de inauguração. Ele só esqueceu que estamos nos aproximando do meio do ano letivo e que os cursos ofertados não remetem a festas, são profissionais mesmos e devem ser bem aproveitados. Se, ainda assim, preferir comemorar a instalação desse prédio, que o faça sem prejuízo à grade curricular dos alunos. Juventude gosta sim de festa, mas estão lá para aprender.

A Manifestação Estudantil

Ao meio-dia de hoje (4), vários alunos matriculados na EEEPA se mobilizaram e saíram às ruas com cartazes de protesto contra o Governo do Estado que até agora não iniciou as aulas previstas para o dia 15 de abril passado. O ponto final de encontro dos estudantes era o prédio onde deveria estar em plena atividade. A coordenadora da escola, no município, Sra. Renata, conversou com um dos responsáveis pela manifestação e disse que o único problema pelas quais as aulas não terem iniciado é a não instalação da energia do prédio, pela da Coelce. Ela entregou uma mensagem do Sr. Pedro Henrique, coordenador do Crede 2, que dizia:

“A escola encontra-se em fase final de reparos físicos e de instalação de mobiliários e equipamentos para início das aulas nos próximos dias, no máximo em mais uma semana.”

A reportagem da TV Jangadeiro chegou ao local, entrevistou um dos responsáveis pela manifestação, Joaquim Paiva, com o líder do movimento Emanuel Costa, com uma mãe de aluna, Sra. Anna Cristina, e com mais duas alunas, Jaqueline e Samara Almeida.

A coordenadora da escola falou que os alunos deviam estar em sala de aula, nas suas antigas escolas. Mas como podem os alunos estudar em suas antigas escolas se seus documentos se encontram retidos nessa escola, impossibilitando suas matrículas?

Não podemos negar que a escola profissionalizante é um ganho imenso para o nosso município e que proverá o futuro de nossos estudantes. Imensidão igual é o desrespeito com os alunos que se encontram parados e prejudicados pela má vontade do Governador, pois é inconcebível, para nós, culpar a não existência das aulas na Coelce, por ela não ter ainda efetivado a instalação. Bastaria uma ligação do Gabinete Estadual, caso tal gabinete tivesse o mínimo de respeito pelos alunos, para que a energia ou que quer que fosse já estivesse sido concluída.

Seria bem mais sensato ter entregue tal obra no próximo ano, 2013, evitando, assim, transtornos e prejuízos aos alunos, porém, não é de se estranhar que estamos em ano eleitoral e a presença do Governo do Estado tem um peso forte nos “currais eleitorais”.

Tamanha pressa em apresentar obras não ou mal concluídas tem se tornado praxe neste governo (Estadual). Se formos à praça Matriz da cidade, notaremos que não temos um coreto e que os bancos e cestos de lixos foram colocados pelo Governo Municipal. O antigo Mercado da Carne, tombado pelo Estado, encontra-se interditado por conta do risco de desabamento do teto não recuperado etc.

Governador Cid, os alunos querem estudar. O prédio está pronto, eles estão prontos. O que está faltando?

Por Joaquim Paiva
Relações Públicas da AGAGE