Alberto Tapeba, cacique da comunidade Tapeba Sobradinho II – Comunidade indígena de Caucaia

Pessoal, comunico que no último dia 22/06/2012 (sexta-feira) cerca de 300 policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Ceará compareceram na Aldeia Sobradinho com o objertivo de executar o mandado de reintegração de posse expedida pelo Juiz José Coutinho Tomaz Filho da 3ª Vara Cível da Justiça Estadual em Caucaia.

A medida foi uma verdadeira afronta a ordem democrática e ao ordenamento jurídico, ferindo diretamente os dois principais princípios que norteiam a ordem democrática que foi a inobservância e ferimento aos Princípios do Contraditório e da Ampla Defesa.

Sem que se respeitasse idosos, crianças e gestantes e aos demais indígenas residentes na área, um trator acobertado pelo Batalhão de Choque da PM com viaturas, ônibus e um helicóptero demoliu 10 casas de parentes que sequer tomaram conhecimento da ação interposta.

Há indícios de que houve a venda de sentença para o grupo econômico “Remar Participações” autor da ação, por parte do juiz e também de um oficial de justiça que anteriormente teria oferecido propina para a liderança indígena de Sobradinho Leiliane Lima.

As famílias estão improvisando abrigo para continuar ao local e deveremos denunciar os indícios de venda de sentença ao CNJ e denúnciar os abusos de poder do Estado na ação.
Após a ação nosso povo bloqueou o tráfego de veículos da BR 222 principal via que escoa a produção para o Porto do Pecém. Amanhã cerca de 800 índiuos deverão bloquear novamente o tràfego da BR 222 das 8h da manhã as 17h. Essas ações deverão ocorrer até que a publicação do Relatório de Identificação e Delimitação da T.I Tapeba seja publicada em Diário Oficial, além de garantir a construção de todas as 100 casas demolidas.

Att,
Weibe Tapeba
Via Weibe Tapeba

“Alberto Tapeba, cacique da comunidade Tapeba Sobradinho II – Comunidade indígena de Caucaia, que teve ordem de reintegração de posse assinada equivocadamente pois, de acordo com o coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Paulo Fernando Barbosa da Silva, o juiz não poderia mandar a ordem: “Aquela terra já foi delimitada e identificada pela Funai, e estava esperando só o relatório para fazer a demarcação. Só a Justiça Federal podia interferir lá”, afirma. 10 casas foram destruídas por um trator e as famílias foram abrigadas pela FUNAI.” (Ad Vale)

Fonte: https://www.facebook.com/gleizer.freitas/posts/487411651274185?comment_id=6294312&notif_t=comment_mention